terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Festschrift for Ole Skovmose




Educação Matemática Crítica - passado, presente e futuro.

o título do seminário que ocorreu no dia 15 de janeiro, na Universidade de Aalborg na Dinamarca em homenagem a Ole Skovsmose que está se aposentando.

Um livro com o mesmo título será lançado em breve pela Sense Publisher ... vejam a capa na foto.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Novo livro por Ole Skovmsose - In doubt


IN DOUBT - about Language, Mathematics, Knowledge and Life-Worlds
details in 
https://www.sensepublishers.com/product_info.php?products_id=925&osCsid=a401f9040e0daf7e3f8e25ec59aa4e3a

During years a main part of Ole Skovsmose’s research has addressed educational issues. He has developed the notions of landscapes of investigation, mathematics in action, students’ foreground, and ghettoising with particular reference to mathematics education. In this book he addresses more general issues related to mathematics.    Ole Skovsmose tries to show that mathematics, like any other language, includes presumptions, ideas, and priorities. Mathematics does not provide a step out of the metaphysics that accompanies natural language, as suggested by many, who see mathematics as the language of objectivity. By investigating how mathematics forms part of technological endeavours, Ole Skovsmose explores how also mathematics itself embraces a range of metaphysical assumptions.    This observation has implications for how we interpret the most general aspects of human life. Thus,Ole Skovsmose sees our life-worlds as fabricated and mathematics as being crucial to this fabrication. It constitutes part of the human condition, although it can be a highly dubious and frightful constitution.      ISBN 978-94-6091-027-2 hardback USD99/EUR90  ISBN 978-94-6091-026-5 paperback USD39/EUR35  November 2009, 166 pages 

matemática em toda parte


A série "Matemática em Toda Parte", de José Lopes Bigode, está disponível
nesse link
(http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/210/browse?type=author&value=Lopes,+Antônio+José)
para download.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

25 anos da PGEM UNESP Rio Claro

Abaixo a programação dos 25 anos da pós. Divulguem e venham prestigiar


Colegas,

Tenho o prazer de anunciar, em nome do Conselho da Pós e da comissão
organizadora dos eventos comemorativos dos 25 anos de nossa pós, a série
de seminários SMEM que faz parte destas comemorações.

Antes dos convidados e dos temas, gostaria de dizer algo sobre o
“espírito” que norteou as escolhas.

Procuramos convidar colegas que pudessem contribuir com a discussão de
temas que consideramos importantes para nosso programa mas que, por uma
razão ou outra, estavam, de certa forma, “ausentes”, ou temas que, embora
“no ar”, ainda não fossem parte cotidiana de nosso trabalho.

É claro que este sempre foi, desde sua criação, um dos princípios
norteadores do SMEM, mas o presente ciclo, que vai de 29 de setembro a 3
de novembro, reveste-se de uma característica especial, por ser parte das
comemorações dos 25 anos.

Após 25 anos oferecendo liderança acadêmica no campo da Educação
Matemática, nosso programa vem passando por transformações que respondem a
mudanças, tanto internas quanto externas, estas últimas referindo-se ao
cenário da pós-graduação no Brasil. Pensamos, assim, que estes seis
seminários poderiam e deveriam oferecer, cada um deles, uma oportunidade
para refletirmos sobre o que seja hoje a vida no programa e o que ela
possa vir a ser, em diferentes sentidos.

No dia 29 de setembro receberemos Roberta de Oliveira, cujo seminário tem
o tema “Considerações sobre a relação entre MEC e Universidades com
respeito à formação de professores”.

Durante mais de quatro anos ela atuou, no MEC, como coordenadora da Rede
Nacional de Formação Continuada (RNFC). Este projeto constituiu, através
de edital público e convênios institucionais com Universidades, uma rede
de centros de formação de professores, que vêm atuando de forma ampla na
tarefa de oferecer oportunidades de desenvolvimento profissional para
professoras e professores das séries 1ª a 4ª do ensino fundamental. Um
destes centros da RNFC é o CECEMCA, criado através de convênio da UNESP
com o MEC, e do qual é sub-projeto o projeto Pró-Letramento, cabendo ao
CECEMCA, até aqui, cuidar deste sub-projeto projeto nos estados do
Amazonas, do Paraná, do Piauí e de São Paulo.

Com base em sua experiência no MEC, Roberta tecerá considerações sobre,
por exemplo, a formulação de políticas públicas para a educação e de que
forma as Universidades participam, ou não, disto, em particular com
relação a programas de pós-graduação.

No dia 6 de outubro, receberemos Eni Orlandi, cujo seminário tem por
título “A diluição e indistinção de sentidos na discursividade atual: o
caso de casa e rua”.

Eni é uma conhecida especialista na área da Análise de Discurso, atuando
em uma linha que enfatiza o papel da teorização na atividade acadêmica. A
partir de tema particular, seu seminário nos oferece a oportunidade de
refletir tanto sobre o papel da teorização quanto sobre o papel da atuação
política, em seu sentido mais próprio, do pesquisador/acadêmico.

No dia 20 de outubro nosso convidado será Irineu Bicudo, que dispensa
apresentação.

Seu seminário, “Matemática e Filosofia na Grécia Antiga” nos oferece, em
primeiro lugar, a oportunidade de considerar o papel da erudição na
produção acadêmica, outra vez, em seu sentido próprio. Mas oferece,
também, a oportunidade de considerarmos o trabalho acadêmico que não se
dirige ao “efeito imediato”. Refiro-me, aqui, ao livro recentemente
lançado, com a tradução de e notas sobre “Os Elementos”, de Euclides de
Alexandria, cujo autor é o professor Irineu. Qual o papel duma tal
tradução em nossa cultura? Certamente não é a de produzir mais e melhores
livros didáticos, nem o de oferecer mais e melhores abordagens didáticas.
O trabalho do professor Irineu é, no entanto, parte da constituição de um
cenário frente ao qual a Educação Matemática, uma área de conhecimento, se
posiciona e se desenvolve. É parte da constituição de uma ampla, e
diversa, cultura matemática.

No dia 27 de outubro o seminário ficará a cargo de Ole Skovsmose que, a
esta altura, também já é “da casa”. Mas nesta apresentação Ole está
encarregado de ser “o outro”: “A pós-graduação de Rio Claro vista pelos
olhos de um acadêmico dinamarquês”.

Trata-se, fundamentalmente, de podermos vivenciar o olhar “estrangeiro” (o
“estranho”, o “de fora”) falando de nós. E Ole está em excepcional posição
para nos ajudar a fazer isto, porque, além dos programas de pós de seu
pais de origem, conhece as realidades da pós-graduação em Educação
Matemática de muitos outros países. Não se trata, é claro, de um discurso
sobre o que nós aqui fazemos de “errado”, nem muito menos sobre “como
fazer certo”. Antes de qualquer coisa, é um seminário sobre a diferença,
sobre onde e como e porque ela pode surgir. Para nós, fica a convidativa
questão de o que fazermos com esta diferença.

Finalmente, no SMEM do dia 3 de novembro, teremos uma entrevista com
Nilson José Machado e Antonio José Lopes (Bigode). O tema do seminário
será “Por que as Universidades não produzem livros didáticos de
Matemática”.

Nossos dois convidados têm ampla experiência como autores de livros
didáticos. Nilson, hoje professor titular da USP, teve a experiência de
escrever livros e depois passar à vida acadêmica na área da Educação
Matemática. Bigode, mesmo sem ter vivido como docente o cotidiano da vida
acadêmica, a conhece bem. Ambos têm muita familiaridade com o processo
industrial de um livro didático.

Muitos autores de livros didáticos estão nas Universidades, mas seus
livros não são, com raríssimas exceções (dois casos, até onde sabemos,
UFBA e UNIJUÍ), produtos de projetos institucionais. O que será que
explica este fato? Nossos convidados podem nos oferecer preciosos insights
sobre possíveis “explicações”, ajudando-nos a refletir sobre se faz, ou
não, sentido (prático ou outro) nosso programa se engajar na produção de
livros didáticos de Matemática (que seriam, é claro, publicados por
editora comercial da área).

Entra em cena uma antiga e recorrente questão: produzir e publicar livros
comercialmente significa a Universidade “sujar suas mãos”?

Vocês devem ter notado que “pulamos” o dia 13 de outubro. É que este SMEM
ainda não está definido. Que fique como surpresa, então.

Como já foi divulgado, o encontro de fechamento começa na sexta-feira, 6
de novembro, e vai até o domingo, 8 de novembro.

Contamos com sua presença e com que vocês divulguem amplamente este ciclo!

Um abraço
Romulo (romlins@rc.unesp.br)
(em nome do Conselho; Marcos, Rosana, Miriam, Ana Paula e eu;, e da comissão organizadora da comemoração: Vanessa, Paulo
Pau-Brasil e eu.)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Mestrado defendido - As primeiras orientandas de mestrado na PGEM - Rio Claro


Da esquerda para a direita temos a Elaine Cristina Catapani (agora Poletti), eu e Ana Karina Cancian (agora Baroni). Elaine e Ana Karina foram minhas primeiras orientandas de mestrado na Pós-Graduação em Educação Matemática da UNESP.
Dividi a orientação da Elaine com a Professora Tania Cabral.

Foi um trabalho muito gratificante para mim.

Elas defenderam a dissertação em 2001 e hoje a Ana Karina está dando aula na FATEC de Americana e a Elaine defendeu seu doutorado em matemática aplicada e está dando aula na Faculdade de Tecnologia da UNICAMP.

Veja abaixo o resumo das dissertações.


Dissertação da Ana Karina

Título:Reflexão e Colaboração Desencadeando Mudanças - Uma Experiência de Trabalho junto a Professores de Matemática

O presente estudo tem o objetivo central de identificar e compreender indícios de mudanças de pensamento e prática docentes, desencadeadas a partir da reflexão, em um ambiente que privilegia uma prática colaborativa entre professores e pesquisadores. Os participantes da pesquisa são professores de Matemática do Ensino Fundamental e Médio, de quatro escolas públicas da cidade de Rio Claro e região. Durante cerca de cinco meses, os integrantes do grupo – professores e pesquisadores – assumiram o compromisso de discutir e trocar experiências sobre o que representa trazer os computadores para a sala de aula de Matemática. O computador é tratado, então, como um elemento mediador de discussão, cuja tentativa de utilização pode contribuir para que o professor questione suas visões quanto ao ensino e aprendizagem da Matemática e, consequentemente, seu papel na sala de aula. A análise baseia-se no referencial teórico sobre mudanças e prática reflexiva na formação de professores, as implicações da introdução dos computadores na prática docente da Matemática e colaboração envolvendo professores. Alguns indícios de mudanças são apontados, permitindo, também, identificar fatores que podem influenciar mudanças, seja incentivando ou barrando-as.

Dissertação da Elaine

Título: Alunos e Professores em um Curso de Cálculo em Serviço: O que querem?

O propósito desse estudo é apresentar uma reflexão sobre o desenvolvimento de uma disciplina Cálculo em serviço do curso de Geologia. Preocupadas em atender às expectativas dos alunos do curso, elaboramos e executamos uma disciplina de Cálculo fazendo uso de algumas estratégias didáticas e pedagógicas como, trabalho em grupo, atendimento extra aula, calculadoras gráficas e aplicações do Cálculo. O trabalho apresenta-se em duas fases. A primeira delas visou a satisfazer à demanda através de suprimento de faltas. Trata-se da pressuposição das atividades didáticas e pedagógicas utilizadas e da pressuposição de uma abordagem de pesquisa apoiada na análise qualitativa dos dados. Na segunda fase, passamos a fazer a reflexão sobre o desenvolvimento da disciplina, partindo das respostas dos alunos e do que aconteceu em sala de aula. Essa segunda fase ficou caracterizada pela interpretação dos eventos à luz da psicanálise lacaniana de Slavoj Zizek e de Tânia Cabral, onde buscamos os conceitos teóricos que nos permitiram tecer algumas considerações sobre os modelos sociais que a instituição oferece para professores e alunos em um curso de Cálculo em serviço. Assim emergiu a questão: O que querem alunos e professores em um curso de Cálculo em serviço? Que dirigiu parte das interpretações que aqui apresentamos, pois foi o “Fazer”, o ponto de basta de nosso trabalho, que permitiu articular nossa análise e refletir sobre o desenvolvimento da disciplina.


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mestrado defendido - Professores de Matemática que usam a tecnologia de informação e comunicação no ensino superior


Douglas Marin realizou uma pesquisa sobre o uso de tecnologia informática na disciplina Cálculo Diferencial e Integral por professores de diferentes instituições. O interesse surgiu a partir de sua própria prática, pois é professor de Cálculo numa universidade perto de São Paulo onde mora. Defendeu o mestrado no início de 2009 e continua como docente na universidade.

A foto é do dia da defesa junto com a banca - Profa. Rosana, Douglas, Miriam (eu) e Prof. Arlindo.

abaixo o resumo de sua dissertação que pode ser encontrada na íntegra no site da biblioteca da UNESP.

Esta pesquisa tem a finalidade de compreender como os professores de Cálculo fazem uso da tecnologia de informação e comunicação (TIC) em suas aulas. Os participantes foram professores do ensino superior que utilizam TIC para ensinar Cálculo, que foram localizados pela indicação de colegas, através de listas de discussões eletrônicas, a partir da leitura de teses e dissertações, por indicação de outros participantes da pesquisa e ainda por visitas a instituições de ensino superior. Não se limitou a examinar a questão apenas no âmbito do curso de Matemática, mas abrangeu professores de diferentes cursos que apresentam a disciplina em seu currículo. Os dados foram provenientes de entrevistas e de um formulário preenchido pelos professores. A análise dos dados, que foi guiada pela pergunta “Como os professores de matemática fazem uso da TIC na disciplina de Cálculo?”, possibilitou discutir os seguintes temas: perfil dos professores, estrutura oferecida pelas instituições, planejamento e gestão da aula, vantagens e desvantagens do uso de TIC na sala de aula. As expectativas de contribuição deste trabalho são: apresentar sugestões para o professor do ensino superior a respeito de estratégias no ensino e aprendizagem do Cálculo através da utilização da TIC e constituir-se num referencial para outras pesquisas em Educação Matemática.

Mestrado em andamento - Grupos de estudos na elaboração de atividades de geometria dinâmica em uma perspectiva investigativa


Este é meu orientando Guilherme Henrique Gomes da Silva, que iniciou o mestrado em educação matemática aqui na UNESP em março de 2008 após terminar uma especialização em matemática oferecida também aqui pelo departamento de matemática. O Guilherme foi aluno do Juarez que fez o mestrado aqui e estimulou seus alunos lá de São João da Boa Vista a prosseguirem estudos em nível de pós-graduação. Além do mestrado ele dá aulas como professor efetivo na rede estadual e municipal de ensino numa outra cidade. Viaja bastante para fazer tudo isso mas está sempre alegre e animado com a pesquisa.

abaixo um resumo do que trata sua pesquisa

A problemática da pesquisa aqui apresentada está relacionada ao uso da Tecnologia da Informação e Comunicação na Educação Matemática. Seu foco é analisar as potencialidades do uso de um software de Geometria Dinâmica como uma das possíveis ferramentas para o ensino e aprendizagem de Geometria. Para isso, tem-se como questão diretriz: “Que elementos do trabalho docente podem potencializar o trabalho em ambientes de Geometria Dinâmica numa perspectiva investigativa?”. O objetivo da pesquisa é verificar como um grupo de estudo formado por futuros professores de Matemática se apropria de um software de Geometria Dinâmica de forma a inseri-lo em sua prática docente. Interessa saber quais as potencialidades que o grupo atribuirá ao programa voltado à educação básica. Faz parte dos objetivos conhecer a natureza das dificuldades que surgirão durante os estudos, preparação de atividades e aplicação em sala de aula. Para alcançar os objetivos optou-se em adotar uma metodologia de pesquisa qualitativa, pois se pretende compreender elementos de uma situação que envolve o cotidiano do futuro professor de Matemática, sentimentos, motivações, crenças e atitudes individuais. A expectativa é contribuir para a Educação em aspectos como: formação inicial de professores de Matemática para o uso das novas tecnologias; melhor compreensão sobre o funcionamento de um grupo de estudos; desenvolvimento do próprio software utilizado pelo grupo e desenvolver atividades de geometria dinâmica para uso em sala de aula.

Mestrado defendido - Contribuições de um grupo de estudos para a formação matemática de professoras que lecionam nas séries iniciais


Apresento a Jucelene Gimenes, que foi aluna da licenciatura em matemática na UNESP de Rio Claro e prosseguiu com o mestrado sob minha orientação. Sua dissertação foi defendida em 2006. Na época ela lecionava matemática para classes de 1a. a 4a. séries numa escola da rede particular pois ela cursou o Magistério antes da faculdade. Atualmente, ela mudou-se com a família para outra cidade onde leciona, como professora efetiva, para classes do ensino fundamental da rede pública de ensino e no curso de Pedagogia da Faculdade Salesiana Dom Bosco. Está iniciando a participação em um grupo de pesquisa na UNICAMP com a perspectiva de um doutorado. Na foto, ela aparece com o Denival que também foi meu orientando e que auxiliou na coleta de dados da pesquisa da Jucelene.

abaixo o resumo de sua pesquisa.

Resumo

Esta dissertação apresenta uma pesquisa norteada pela seguinte pergunta: Quais as contribuições de um grupo de estudo para o professor que busca conhecer “os porquês” de conteúdos matemáticos? Seus dados são provenientes de um grupo constituído por professoras para estudar “os porquês” do sistema de numeração decimal e das operações fundamentais, assuntos que foram escolhidos por elas, pois, segundo seus depoimentos, são conceitos difíceis de ensinar e que mereciam um maior aprofundamento. Os dados foram coletados por meio de filmagem, caderno de campo, entrevistas semi-estruturadas e fichas de acompanhamento. A análise teve como suporte teórico os estudos sobre formação de professores e grupos de estudos. Os resultados nos mostram que as contribuições têm a ver com troca de experiências, segurança, valorização e reflexão sobre a prática que já vem sendo desenvolvida, e principalmente, contribuições em relação às justificativas dos conteúdos matemáticos mencionados. Considera-se que essas contribuições podem refletir positivamente na atuação do professor em sala de aula o que é um dos principais objetivos da pesquisa. Além de trazer subsídios para estudos em diferentes esferas que tratam de formação de professores e, ainda, contribuir para organizações e estruturações de grupos de estudos.


Palavras-chave: Educação Matemática, grupo de estudos, formação continuada de professores, séries iniciais.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mestrado defendido - PROFESSORES-MULTIPLICADORES: uma maneira de organizar a formação de professores de matemática para o uso da informática na escola


Apresento a Renata Moro Sichieri que defendeu o mestrado em 2004 na UNESP - Rio Claro e continuou atuando como professora de escolas da rede estadual e particular do ensino fundamental e médio. Além disso Renata está participando de um grupo de estudo colaborativo juntamente com mais professoras, cursa disciplinas como aluna especial na pós-graduação da UNICAMP, e recentemente publicou um capítulo num livro produzido pelo seu grupo de estudos.

Resumo da pesquisa de mestrado

O objetivo principal desta pesquisa foi conhecer quais as possibilidades e as limitações do processo de formação de professores de Matemática, processo em que professor capacita professor na área de Informática Educativa. Possibilidades, no sentido de destacarmos aspectos considerados positivos dentro deste processo de capacitação, e limitações, procurando apontar alguns aspectos que devem ser repensados na elaboração de novos processos. Utilizando a abordagem qualitativa de pesquisa, foram entrevistados nove professores que, após receberem uma capacitação em Informática Educativa, tornaram-se responsáveis pela capacitação dos demais colegas da Rede Pública Estadual Paulista, sendo chamados de multiplicadores. Entrevistamos também, com o intuito de conhecer melhor a escolha do multiplicador, uma pessoa ligada ao órgão responsável por esta capacitação no Estado. A análise dos dados foi feita com base na literatura sobre Formação de Professores em Informática Educativa e foi dividida em dois temas: as idéias básicas norteadoras e a organização da estratégia. Com relação às idéias norteadoras, observamos que a relação multiplicador-professor é simétrica e permite uma troca de experiências muito importante. Quanto à sua organização, a falta de continuidade das ações junto ao multiplicador e ao professor é uma das limitações deste processo. Concluímos, até por isso, que esse é um processo que deve ser valorizado, mas precisa incorporar idéias de continuidade e suporte ao trabalho de colaboração entre professores. Esperamos que o presente estudo traga subsídios para a elaboração de novos processos de capacitação de professores para o uso da Informática Educativa na escola.

Mestrado em andamento - O alcance e a potencialidade do programa RIVED, na visão de professores de matemática


Apresento a Vanessa de Paula Cintra que veio da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para Rio Claro no ano de 2008 para cursar disciplinas como aluna especial. Em março de 2009, a Vanessa ingressou como aluna regular de mestrado sob minha orientação. O seu projeto está relacionado com pesquisa desenvolvida em nível de iniciação científica na UFU sob a orientação do meu colega, Professor Arlindo Souza.

Resumo do projeto


O presente projeto de pesquisa possui como objetivo analisar o alcance do Programa Rede Interativa Virtual de Educação - RIVED em um dos pólos das equipes de Matemática participantes deste programa. O RIVED é um projeto governamental que visa a promover e incentivar o uso da informática na educação por meio da produção de módulos educacionais na forma de Objetos de Aprendizagem - OA. O foco da pesquisa será um estudo de caso do pólo da cidade de Uberlândia – MG, município onde está instalada a equipe de Matemática do RIVED da Universidade Federal de Uberlândia – UFU, e contará com informações oriundas deste pólo. Serão realizadas entrevistas semi-estruturadas com professores de Matemática da Rede Pública e com os alunos que participaram ou que atualmente participam deste programa. Também será feita uma caracterização do material produzido e disponibilizado pelo RIVED, analisando a produção dos demais pólos participantes do Programa RIVED através de um levantamento e análise dos conteúdos abordados pelos Objetos de Aprendizagem de Matemática disponíveis.


Palavras-chave: Educação Matemática. Tecnologias da Informação e Comunicação - TIC. Políticas Públicas. RIVED (MEC/SEED). Objetos de Aprendizagem

Doutorado em andamento - A Imagem no Ambiente Informatizado enquanto Elemento Facilitador para o Ensino de Geometria com Criança Surda


Apresento meu orientando de doutorado - Elielson Ribeiro de Sales (ersalles@gmail.com)


Sales, como gosta de ser chamado, mudou-se de Belém-PA para Rio Claro para começar o doutorado em educação matemática na UNESP de Rio Claro em março de 2009. Veio compartilhar conosco a experiência que possui sobre educação matemática para estudantes surdos.


Resumo da pesquisa

O eixo central da pesquisa surgiu da necessidade de dirigir o olhar ao cenário que compõe o contexto da escola especializada na educação de Surdos, para investigar em que medida a utilização da imagem no ambiente informatizado pode contribuir para o processo de ensino e aprendizagem de geometria com a criança Surda. A presente proposta será conduzida em duas unidades especializadas na educação de Surdos do município de Belém-PA, com 20 alunos Surdos, usuários da Libras, matriculados no Ensino Fundamental. Serão utilizadas como estratégias: observações em sala de aula; registro através de filmagens das atividades desenvolvidas pelos alunos. Entrevista semi-estruturadas com os responsáveis pelos alunos, com o intuito de coletar informações sobre um pouco da história de cada aluno. Os dados serão discutidos tendo em vista dois aspectos: o processo metodológico envolvido no trabalho com alunos surdos; as aquisições conceituais apresentados pelos alunos em relação aos problemas aditivos.

Palavras-chave: Imagem. Surdez. Informática Educativa. Geometria

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Novo número da Revista da ULBRA

Foi lançado mais um número da Revista Acta Scientiae (V. 11, Número 1, Jan-Jun, 2009) http://www.ulbra.br/actascientiae

A Revista ActaScientiae possui fluxo contínuo e publica artigos em português, inglês e espanhol.

* Sumário
5 Editorial
Artigos
7
*
Matemática Educativa: una visión de su evolución
Ricardo Cantoral, Rosa María Farfán (México)
*
21
*
A critical reflection on mathematics-for-teaching
George Gadanidis, Immaculate Namukasa (Canadá)
*
31
*
Um modelo para analisar registros de professores em contextos interativos de aprendizagem
Janete Bolite Frant, Monica Rabello de Castro (Brasil - SP)
*
50
*
A vocação matemática como reconhecimento acadêmico
Adriana Cesar de Mattos (Brasil - SP)
*
62
*
Educar pela pesquisa: possibilidades para uma abordagem transversal no ensino da Química
Roque Moraes (Brasil - RS)
*
73
*
Misconceptions and metaconceptions in instrumental analysis
Antonio Doménech-Carbó, José Vicente Gimeno-Adelantado, Francisco Bosch-Reig (Espanha)
*
88
*
Educação ambiental e educação científi ca na perspectiva Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS): pilares para uma educação crítica
Carlos Frederico B. Loureiro, Jacqueline Girão Soares de Lima (Brasil - RJ)
*
101
*
Estratégias para o ensino de química orgânica no nível médio: uma proposta curricular
Maira Ferreira, José Cláudio Del Pino (Brasil -RS)
*
119
*
A Wikipédia e a construção de conhecimento no ensino de História da Física
Renato P. dos Santos (Brasil - RS)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Brincadeiras, explorações e ações

Lançado um novo livro do Professor Rui Madsen pela editora autentica, que traz várias sugestões para atividades recreativas envolvendo o pensamento matemático. São várias curiosidades que usualmente não levamos para a aula de matemática. Acho que é uma forma prazerosa de envolver o aluno com a matemática.
É claro que a ansiedade é tão grande para cumprir o currículo pois são tantas as cobranças, que fica difícil encontrar espaço para isso nas aulas. Mas quem sabe uma vez a cada 15 dias introduzir algo desse tipo. E é claro que com um pouco de tempo para planejar é possível relacionar com o conteúdo da proposta curricular e perceber que essa brincadeira é muito séria e produtiva. Serão dois volumes. Já está lançado o primeiro volume intitulado CONEXÕES E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA - brincadeiras, explorações e ações.

vejam a sintese abaixo

Ruy Madsen Barbosa apresenta, na série O Professor de Matemática em Ação, obras inovadoras sobre recreações matemáticas e material pedagógico para a sala de aula e para a formação do professor de matemática. O primeiro volume se inicia com uma preparação do raciocínio lógico para, na sua segunda parte, fornecer farto material sobre coloração de polígonos e poliedros, especialmente cubos. Em seguida, ele brinda o leitor com recreações de algarismos e números, em um interessante movimento de “descoberta passo a passo”. Por fim, há no volume I divisão de figuras, redes de pontos e jogo dos isolamentos. No segundo volume, os professores encontrarão um amplo estudo do material pedagógico “triângulos companheiros” relacionado com as modernas peças de Penrose. O autor dedica atenção especial à sucessão de Fibonacci nos aspectos matemáticos e naqueles relacionados à natureza e à sua ubiquidade; às suas aplicações curiosas a triângulos 5-congruentes não congruentes e às ternas pitagóricas, além de contemplar as decomposições de quadrados em quadrados fibonacianos. A segunda parte trata de poliminós, poliamondes, polihexes e policubos. O volume II trata, ainda, dos problemas de balanças e dos pesos aferidos. Com essas publicações, o autor ultrapassa 30 livros

segunda-feira, 20 de julho de 2009

educação financeira nas aulas de matemática

Em minha opinião a educação financeira na aula de matemática favorecerá a metodologia de trabalho com projetos. Vamos torcer para que essa lei seja implementada logo.
E os professores? Como fica a formação de professores? Os cursos de licenciatura preparam os professores para ensinar isso? Tenho minhas dúvidas...


> Portal UOL Educação, 17/07/2009

Câmara aprova educação financeira nas aulas de matemática

Da Redação em São Paulo

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara aprovou o ensino de finanças na disciplina de matemática, no ensino fundamental e médio. A proposta segue agora para o Senado. A medida, aprovada na quarta-feira (15), constava em um projeto analisado e referendado pela Comissão de Educação e Cultura. O relator do projeto na CCJ, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), fez com que o projeto alterasse a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Em sua opinião, o assunto não cabia em projeto de lei separado.

"Promover a alteração por meio de lei isolada, como proposto tanto no projeto original, como no substitutivo da Comissão de Educação e Cultura, atinge diretamente a construção normativa do currículo de educação básica", disse. O primeiro texto previa uma disciplina autônoma de educação financeira entre a 5ª e a 8ª série. A versão final aprovada na Câmara atribui ao assunto o status de parte do conteúdo de matemática.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

cursos, cursos... até quando?

Noticia no jornal Folha de São Paulo diz da baixa procura dos professores em serviço pelos cursos de formação continuada oferecidos pelo MEC.
Surpresa? É claro que não. Antes de oferecer esses cursos é preciso saber o que querem e o que precisam os professores que estão nas salas de aula das escolas espalhadas por esse país. A baixa procura de que fala a reportagem pode ser entendida como uma resposta dos professores para esses cursos que, em grande parte, são planejados dentro dos gabinetes.
Cursos, cursos.... será que não há um outro modelo de atuação para dar suporte ao trabalho do professor na escola?

veja a notíca...

São Paulo, 17 de julho de 2009

JORNAIS

Folha de S.Paulo

Editoriais
Baixa procura
Pouca adesão inicial a programa do MEC para formar professor indica necessidade de mobilizar as três esferas federativas

A NECESSIDADE de melhorar a formação dos professores brasileiros é consenso no debate sobre estratégias para avançar na qualidade do ensino. A fim de atender a essa demanda, o MEC (Ministério da Educação) preparou um plano para ofertar 330 mil vagas até 2015 em cursos para docentes de escolas públicas. O objetivo é chegar àqueles que ainda não têm nível superior ou que não fizeram licenciatura na disciplina específica em que dão aulas.


O plano parecia perfeito no papel, mas uma reportagem do jornal carioca "O Globo" acaba de mostrar que há indícios preocupantes de desinteresse, por parte dos próprios profissionais, em melhorar sua formação.Dezesseis dias após o anúncio do plano -e a 15 do prazo final de inscrição-, apenas 5.794 profissionais haviam feito inscrição para as 52.894 vagas, o que dá um percentual de 11%. Em Estados mais pobres e com indicadores educacionais piores, a situação é ainda mais inquietante: Piauí, Maranhão e Bahia tiveram, até agora, menos de 4% de inscritos em relação às vagas oferecidas.
A baixa procura levou o MEC a lançar uma campanha para informar aos professores a possibilidade de, gratuitamente, complementar sua formação em períodos nos quais não estejam em aula. A preocupação se justifica, especialmente quando se recorda da desastrosa iniciativa do governo federal de erradicar o analfabetismo adulto.


O presidente Lula iniciou seu primeiro mandato com a promessa de acabar com o analfabetismo num prazo de quatro anos. Montou um plano ambicioso para alfabetizar 20 milhões de brasileiros. O próprio Lula chegou a dizer, no lançamento do programa, em 2003, que o desafio era "menos de dinheiro" e "mais de disposição política".Os resultados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, mostram que não se chegou nem perto disso. De 2002 a 2006, a queda no número de analfabetos foi irrisória, de 14,8 milhões para 14 milhões. O último dado disponível, de 2007, mostra que o país ainda tem 10% de sua população adulta sem saber ler ou escrever um bilhete simples.


Um dos motivos para esse fracasso pode ser pesquisado na própria Pnad: o percentual de analfabetos que diziam frequentar escola ou curso de alfabetização nunca superou 4% na série histórica da pesquisa. Em resumo, montou-se um plano que parecia bem elaborado nos gabinetes da burocracia de Brasília, mas que foi por água abaixo por falta de demanda.
Ainda há tempo para prevenir que o mesmo ocorra com a formação de professores. Para isso, será necessário maior empenho não apenas do Ministério da Educação, mas, também, de Estados e municípios. Eles terão que dar estímulos concretos para incentivar seus docentes a melhorarem sua capacitação e conciliarem a iniciativa com as atividades em sala de aula.